Reflections and Thoughts
quinta-feira, 17 de março de 2011
Mesmo não sendo o certo, mesmo eu sendo o gelo, e você sendo o calor, mesmo quando eu quero correr e você quer parar, mesmo eu sendo A e você sendo B, de uma coisa eu sei: Os opostos se atraem, e fomos feitos para sermos um só. Fomos feitos para nos alegrar nos piores momentos, e feitos para brigarmos no meio do ninho de amor. Você é aquele que eu preciso para o resto da minha vida, é aquele que me faz sorrir quando nada mais parece ter solução. E eu sou aquela que bagunça sua vida, de uma forma sem explicação.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Na penitenciária o "índio fora da lei"
Conheceu os criminosos de verdade
Entrando, saindo e voltando cada vez mais
Perigosos pra sociedade, aí, cumpádi, tá rolando
Um sorteio na prisão pra reduzir a super lotação
Todo mês alguns presos tem que ser executados
E o índio dessa vez foi um dos sorteados
E tentou acalmar os outros presos:
"Peraí..., vamô
Fumar um cachimbinho da paz"
Eles começaram a rir e espancaram o velho índio
Até não poder mais
E antes de morrer ele pensou:
"Essa tribo é atrasada demais...
Eles querem acabar com a violência,
mas a paz é contra a lei e a lei é contra a paz"
E o cachimbo do índio continua proibido, mas se você quer
Comprar é mais fácil que pão
Hoje em dia ele é vendido pelos mesmos bandidos que mataram
O velho índio na prisão.
GABRIEL O PENSADOR
Maresia
domingo, 13 de fevereiro de 2011
CRÔNICA: A Carta
Eram exatamente 23 horas e 55 min, quando eu caminhava com meus pés cansados sobre a areia daquela praia; Observando a beleza da vida e escutando o barulho das ondas, que me faziam esquecer um pouco dos problemas.
Já era quase meia - noite, eu tinha que ir embora, mas algo me impedia. Continuei caminhando, procurando um novo rumo, uma nova direção, na verdade, acho que estava procurando alguém.
Resolvi sentar sobre a areia para descansar um pouco; Na minha cabeça passavam - se coisa hilárias, e o barulho das ondas aguçava um pouco a minha imaginação, as luzes do calçadão iluminavam toda a areia, e a minha frente aquela imensidão negra. Firmei meus olhos sobre a aquele mar infinito, quando aquela linda jovem passou e despertou a minha atenção. Ela era muito bonita, pele branca e cabelos longos, aparentava ter tido um dia cansativo como o meu. A jovem caminhou um pouco e parou, sentou- se sobre a areia e tirou um cigarro de sua bolsa.
Em seguida, firmou seus olhos no mar e parou para pensar na vida, eu a observava disfarçadamente, mas nem tudo parecia estar bem com ela. A jovem baixou a cabeça e começou a chorar, levantei e me aproximei um pouco, então, me sentei perto dela. Ela lentamente tirou uma folha com uma caneta de sua bolsa e parecia escrever algo, mas antes de começar a escrever, retirou outro cigarro de sua bolsa e sustentou seu vício.
Ela parou, pensou e enfim decidiu escrever. Eu não estava longe dela, e conseguia escutar cada palavra que saía de seu lindos lábios;
_ Querido pai, já se passaram quatro anos e meio que não entro em contado, pois é, o motivo era de envergonhar o senhor.
Papai, eu juro com todas as minhas forças que eu não queria lhe abandonar, mas a vontade de ser livre gritava pelos meus ouvidos sensíveis. Hoje sou casada com um viciado que me espanca todos os dias e infelizmente sou viciada em drogas, foi por isso que decidi me internar numa clínica de tratamento para dependentes químicos.
Papai, eu só queria lhe pedir perdão e dizer que me arrependo por casa minuto que passeu longe do senhor. Eu te amo e sempre te amarei até os meus últimos segundos de vida.
A jovem dobrou o papel, guardou em sua bolsa e caminhou em direção a rua.
Luana Caren
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